quinta-feira, julho 09, 2009

sala D

Foi estranho demais ver seu nome na placa do velório.
Eu ainda sou aquela menininha que te admirava cozinhando, ansiosa pelo almoço sempre delicioso que suas mãos cheias de cicatrizes me entregariam.
Ainda mato o tempo no quintal, brincando no meu fogãozinho vermelho, a espera dos seus sabores.
Choro quando você, apressada, não me leva à feira.
E saltei da cama ouvindo sua voz me dizendo: "ah, minha filha, pra morrer basta estar vivo."
Aqui dentro você é imortal.

5 Comments:

Blogger Luana Inaudita said...

Acho que a memória é a verdadeira vida...

7/09/2009 11:45 AM  
Anonymous Anônimo said...

sinto muito, carol.

7/09/2009 2:38 PM  
Blogger Ancorada said...

Amiga, deu até vontade de chorar ao ler seu post... lembrei do meu avô.

Sinta-se abraçada

7/09/2009 8:09 PM  
Anonymous Edson said...

sinto muito também...

7/10/2009 2:47 PM  
Blogger Simone said...

Chorei tanto Carol, chorei tanto...Mas entanto bom quanto lindo... continuei chorando...

11/11/2010 10:57 AM  

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